segunda-feira, novembro 19, 2007

Sexta-Feira

Não foi na Sexta-Feira, mas sim no Sábado!
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Sexta-Feira é o nome da peça que fomos (eu, sandra, anselmo e puto Marc) ver ao Teatro Municipal de Faro, e que retrata parte da história do Robinson Crusoe e do seu escravo Sexta-Feira!
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E daí? Que tem isso de mais? - perguntam vocês.
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E daí que a peça foi excepcionalmente diferente!
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Ora vejamos:
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  • Antes de começar, tivemos que levantar uns auscultadores sem fios, para ouvir toda a narração da história;
  • A peça começou na rua(!) (que friozinho que tava!!!), com os 4 protagonistas a andarem de um lado pró outro em cima da fachada do teatro (tipo uma varanda!);
  • Depois fomos para dentro, pensando que nos íamos sentar pra ver o resto, mas fomos levados para cima do palco e sentados no chão (haviam de ver as tias todas a reclamar... eheheh), enquanto os 4 actores iam andando de um lado pró outro, atando sacos de plástico brancos aos abrigos improvisados (imitando como se tivessem numa ilha);
  • Em seguida fomos praticamente arrastados para a parte de trás do palco pra ver o resto, e sentar novamente no chão, recebendo de seguida tb 1 saco de plástico pra atarmos uns aos outros(!);
  • E finalmente, os protagonistas sairam pela porta dos fundos do teatro montados em cima de 4 motões!!!

Basicamente, a verdadeira peça era o texto narrado que iamos ouvindo, pois os protagonistas nunca abriram piu... apesar de personificarem muito bem (e cada um +- à sua maneira) o que ia sendo narrado...

No final, moral da história, aparentemente, só eu é que tirei... (lol) E se quiserem saber qual é, vão ver a peça...


"ENCENAÇÃO, Igor Gandra TEXTO, João Pedro Domingos d'Alcântara Gomes INTERPRETAÇÃO, Ana Gabriel Mendes, Julieta Rodrigues, José Pedro Ferraz, Rodrigo Malvar MÚSICA, Fernando Rodrigues VÍDEO, Luís Espinheira CENOGRAFIA, Igor Gandra MOVIMENTO, Carla Veloso DESENHO DE LUZ, Rui Maia DIRECÇÃO DE MONTAGEM, Frederico Godinho OFICINA DE CONSTRUÇÃO, Virgínia Moreira FOTOGRAFIA DE CENA, Susana Neves

Espectáculo a partir das leituras de Robinson Crusoe.Uma estória de náufragos, uma história de náufragos.Uma pessoa + kit de sobrevivência composto por elementos de utilidade duvidosa. Um abrigo provisório… definitivamente provisório. Quotidiano reinventado.A minha sorte e a do outro, encalhados, desencantados, irremediavelmente esperançados.A jangada está em construção. A viagem de regresso sem regresso.

CO-PRODUÇÃO: TEATRO DE FERRO/TEATRO MUNICIPAL DE FARO/SERVIÇO EDUCATIVO E FESTIVAL DE MARIONETAS DO PORTO"

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segunda-feira, outubro 22, 2007

Teatro...

Há já algum tempo que não ia ao teatro, e aproveitando a dica do meu consultor privado nestas andanças do que é bom e não é (o puto Marc sabes umas coisas!), no passado sábado fui lá dar uma espreitadela...
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Além de ir ver uma peça nova, que estreou em Fevereiro no Convento das Mónicas e que já passou por diversas cidades do nosso país, também fui conhecer um espaço novo (para mim, é claro!), que é o mini-teatro que a CApa (Centro de Artes Performativas do Algarve), com pouco mais de 100 lugares e um palco pequenino, mas que dá um ambiente super acolhedor e ideal para aquelas peças onde há bastante aproximação e mesmo interacção com o público. Só achei as filas muito próximas umas das outras, o que não permitia mexer muito no lugar, tendo ficado com as pernas quase dormentes!!! Enfim.... sacrifícios pela cultura!
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Mas avante....
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A peça chama-se Stabat Mater, e é de António Tarantino (deve ser quase primo do Quentin Tarantino !?!), encenação de Jorge Sila Melo e interpretação de Maria João Luís (entrou em diversas novelas incluíndo a recente Doce Fugitiva).
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Basicamente trata-se de um monólogo de 1h30, onde Maria João Luís mostra uma garra imensa a falar, gritar e susurrar, sempre numa linguagem escandalosamente ..... ordinária, pagã, simplista e com um teor de crítica social poderosíssimo, falando de tudo: políticos, pedofília, imigrantes, corrupção, ciganos, sistema social, prostituiçao, drogas, etc..
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Houve momentos em que pensava como é que será que estariam a reagir aqueles cotas todos que ali estavam, perante uma linguagem daquelas!!! Cenas tipo: "Aquela p*** desencaminhou o meu filho! Anda a pôr nutella no p** dele e a chupa-lo que nem uma maluca! O rapaz assim vai se desgraçar!" mais ou menos assim!!! :)
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"Maria, à procura do filho desaparecido, acaba por sucumbir. Ex-prostituta, mergulhada na miséria, sozinha, resignada e cheia de ódio contra a sociedade. O texto é uma longa afabulação não narrativa, onde a partir da imagem marginalizada, mas vibrante das figuras de fé e do mito, e da linguagem de rua dos imigrantes, que mistura os dialectos, com efeitos de verdades e comicidades irresistíveis, sobressai a heresia, própria da vida, de uma dor que não serve nem salva, e da história que impiedosamente repete o seu ciclo sem evoluir." in guiadacidade.com
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A peça vai continuar a ser exibida pelo país fora, e aconselho vivamente a irem ver se tiverem a oportunidade... são 90 minutos muito bem passados a rir que nem um desalmado... ;)
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Podem ver por onde vai andar na página dos Artistas Unidos.

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segunda-feira, março 12, 2007

É só cultura...

Não... ainda não é desta que ponho novamente post's sobre Escalada....
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As minhas sinceras desculpas aos visitantes habituais que procura as novidades do fim-de-semana de escalada, dos últimos encadeamentos ou das novas vias equipadas, mas estes últimos 2 fins-de-semana houve muito pouca escalada, pois estive a leccionar mais um Curso de Iniciação à Escalada em Rocha, a 6 novos e fresquinhos praticantes da nossa bem amada modalidade...
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Como tal, aproveitei para enriquecer os horizontes culturais, e fui 2 vezes ao teatro (ganda maluco!!!), ver na 1ª o Hamlet (post anterior) e no sábado passado "Moby Dick" (como já tinha previsto).
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Em relação a esta peça, da autoria de Herman Mellvile, com encenação de António Pires, posso adiantar que vale muito a pena ir ver...
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Com um elenco de actores bastante conhecidos tanto dos palcos como da TV (Maria Ruef, Miguel Guilherme, etc.), a peça foi quase sempre desenrolando-se a um ritmo bastante rápido e vertiginoso, intercalando entre cenas bastante cómicas, com outras de crítica social, passando pelas típicas deabulanções...
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Tive muito menos vontade de fechar os olhos do que na peça Hamlet, pois as sucessivas intervenções e falas de alguns personagens faziam com que nos mantivessemos bastante atentos e entusiasmados com o desenrolar da história...
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Resumidamente: se puderem, vão ver!!!
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Por outro lado, e depois de ter ficado com a pulga atrás da orelha após o FantasPorto (e de ter visto as nomeações para os Óscares e da referência no blog do Dalai...), na 2ª feira fui ao cinema ver: El Laberinto de Fauno!


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Sinceramente?!? Depois de ver o trailer, estava à espera de um filme de fábulas, com mundos fantásticos, personagens estranhas, algum suspense, e um final evidentemente feliz...

No entanto, acabou por ser bem melhor que isso! Não foi uma colagem aos filmes do fantástico das fadas e dos mundos de fantasia (tipo Alice no País das Maravilhas), mas sim uma ilustração de factos bem mais reais e frios que assolaram o povo espanhol após o término da guerra civil. Faz um retrato bem cruel e frio do que é viver confrontos num teatro de guerra, onde ocorrem "crimes" terríveis, muitas vezes com a única justificação que na guerra alguém sai sempre a perder...

Bem fabulástico, mesmo nas cenas com personagens do imaginário, com uma caracterização muito bem conseguida, e procurando sempre aproveitar-se da inocência de Ofélia para traçar tarefas bem irreais e do imaginário, culminando num final pouco feliz para quase todas as personagens...

Também aconselho....

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segunda-feira, março 05, 2007

Hamlet...

O novo Teatro Municipal de Faro já existe a algum tempo, mas ainda não tinha tido a oportunidade ou lembrança de ir assistir a uma peça de teatro.
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Este sábado surgiu a oportunidade, e lá fui com a Sandra e o Marc assistir à peça "Hamlet" de William Shakespeare, com tradução e encenação de André Gago, com um grupo de actores bastante bom, de onde se podem destacar alguns como sendo bastante conhecidos das séries e novelas portuguesas: Adriano Carvalho, André Gago, Cláudia Andrade, Emanuel Arada, José Mateus, Maria Emília Correia, Marcantónio Del Carlo, Mário Jacques, Matze, Nuno Vinagre, Orlando Costa, Philipphe Lerroux.
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Sinopse: O Mundo é uma prisão, a Dinamarca uma álea dessa prisão, o castelo de Elsinore uma masmorra dessa álea, mas Hamlet poderia estar encerrado na casca de uma noz e considerar-se o rei dos espaços infinitos, não fora o caso de ter maus sonhos... Há, diz-se, algo de podre no reino da Dinamarca: mas terá Hamlet nascido para consertá-lo? Quanto mais Hamlet procura investigar a respeito da morte do seu pai, o velho rei Hamlet, mais a realidade se lhe apresenta como ficção grotesca.O mundo de crimes, suspeições, manipulações e conveniências em que Hamlet se move acabará por implodir por efeito do seu descontrolado modo de não aceitar esta ordem de coisas; mas o resgate da razão que lhe assiste terá, ainda assim, um elevado preço em vidas...
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Tirando o facto de ter durado quase 3 horas de representação, com um pequeno intervalo de 15 minutos, a peça está bastante bem elaborada, tendo situações bastante cómicas, outras bastante violentas e cruéis, e algumas também bem calmas e/ou melancólicas (nestas quase que me deixava dormir... e não fui só eu... ao nosso lado estava 2 senhoras bem apagadas... eheheh!).
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A parte final foi bastante activa, com uma sequência de duelo de espadas (que na realidade eram varas!), onde até se partiu 1 delas que veio parar quase ao meio do público, tal não era a violência do combate!!!
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Conto lá voltar, talvez até já no próximo sábado para ver "Moby Dick" de Herman Melville...

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